A cartografia, como ciência, surgiu com a necessidade que o homem teve em conhecer o mundo em que ele vivia, bem como saber a forma do planeta e como orientar as suas noções sobre os mais variados tipos de deslocamentos. Sua interação com outras ciências (e com a arte) é bem ampla utilizando aspectos de ciências consideradas puras, como a astronomia, a física, a matemática, a geodésia, entre outras ciências para alcançar uma exatidão que satisfaça a necessidade e o objetivo de uma aplicação. Para alguns autores, não é considerada como ciência e nem como arte “mas, é, sem dúvida, um método científico que se destina a expressar fenômenos observados na superfície da Terra, e por extensão, na de outros astros”. (GÓES, 2009, p. 32). A evolução da cartografia contou com alguns problemas com relação à forma original da Terra, pois não eram ainda empregadas as precisões que se tem nos dias atuais ou outros modelos de projeções para se ter uma base inicial. Mercator, famoso cartógrafo belgo, teve complicações com seu modelo de projeção pelo fato de haverem distorções nas distâncias, principalmente nos pólos do globo terrestre.
A cartografia é um instrumento indispensável para coleta de dados de caracteres técnicos, sociais, econômicos e o seu principal objetivo é expressar – através de mapas, cartas e plantas – a superfície terrestre, levando em consideração diversos fenômenos, fatos e dados, como por exemplo: renda familiar, idade, densidade demográfica, amplitude de áreas verdes ou desmatadas (tudo isso com uma orientação espacial determinada previamente); podendo ainda utilizar recursos gráficos e computacionais e/ou ondas de satélites para alcançar os objetivos de tais finalidades. Para que se possa contribuir de modo aprofundado para as pesquisas ambientais, a cartografia pode ser utilizada como meio de representação e análise de imagens que possibilitam o estudo e o monitoramento de fenômenos naturais do meio ambiente, como os da atmosfera, do vulcanismo, da erosão do solo, da inundação e aqueles de caráter antrópico como o desmatamento ou uso e ocupação indevida do solo.
Como a cartografia tem a finalidade de representar a superfície terrestre de diversas formas, traça-se como objetivo deste trabalho destacar como a cartografia pode auxiliar nos estudos ambientais de caráter tecnológicos ao aplicar técnicas de programas computacionais, mostrando as ferramentas e os procedimentos de coletas de dados necessários para definir áreas verdes e de degradação, entre outros ambientes, para que se tenha um mapa em que se possa fazer uma análise prática e tomar decisões de gerenciamento ambiental da situação de tais áreas.
A metodologia para a realização do trabalho se fundamentou em dois momentos. No primeiro, foi feita uma revisão bibliográfica e, no segundo, foram empregadas técnicas de programas computacionais, visando a aplicação prática da cartografia na identificação de espaços ambientais. Para a aquisição dos dados teóricos, foram empregadas pesquisas de caráter bibliográfico em artigos e livros didáticos relacionados com a cartografia. Para o georreferenciamento e a vetorização, da imagem da área escolhida (Apêndice 1), foram utilizados os recursos do programa AutoCAD Map 2004 que, segundo Góes (2009, p. 5), consiste como “a principal plataforma do sistema de informações geográficas (SIG) para criar e georreferenciar dados espaciais”.
A cartografia pode e deve ser aplicada em estudos que visem o melhor conhecimento do meio ambiente e a preservação dos recursos naturais, pois os dados que podem ser armazenados servem para avaliar e monitorar as ações do homem no meio ambiente, bem como gerenciar de maneira eficaz recursos naturais diversos.
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