quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

BALEIA BRANCA



A "baleia-branca" ou beluga (Delphinapterus leucas) é um animal muito docil e possui uma habilidade divertida: elas criam uma bolha de ar, muito parecida com o formato de uma rosquinha, com o buraco respiratório (chamado de espiráculo) ou pela boca, e então passam a fazer "malabarismo" com as bolhas, rodando elas na ponta de seu nariz. Cientistas não acreditam que haja algum propósito para isso além da pura diversão. Alguns golfinhos também compartilham da habilidade.

beluga ou baleia-branca (Delphinapterus leucas) é um mamífero cetáceo da família Monodontidae. O seu parente mais próximo no grupo dos cetáceos é o narval. A baleia branca habita as águas frias em torno do círculo polar ártico.
São caçadores oportunistas, e comem uma grande variedade de peixes, lulas, crustáceos e polvos.
A baleia-branca é um animal gregário que mede até 5 metros de comprimento e pesa até 1,5 toneladas. Tem entre 8 a 10 dentes em cada maxilar.
Esse belo exemplar de animal é capaz de conviver com humanos e mesmo assimilar seus hábitos se adotado ainda filhote.

[editar]Taxonomia e evolução                                                                                    

A beluga foi descrita pela primeira vez pelo zoólogo Peter Simon Pallas em 1776. É considerada um membro da família taxonômicaMonodontidae, junto com o narval. O seu ancestral mais antigo conhecido é a hoje extinta Denebola , do final do Mioceno. Um únicofóssil dessa espécie foi encontrado na península da Baixa Califórnia, indicando que esta família antes habitava águas mais quentes. O esqueleto indicou também que o tamanho das belugas variava conforme o tamanho da crosta de gelo do planeta—aumentando durante as eras glaciais, e diminuindo nos períodos seguintes.

[editar]Nome

Livro Vermelho das Espécies Ameaçadas considera tanto o nome baleia branca como beluga como nomes desta espécie. Esta baleia também é chamada canário do mar (em inglês, sea canary) por causa de seus assobios e cantos.

[editar]

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

MATANÇA DE BALEIAS NO JAPÃO


Matança de baleias e golfinhos está a todo vapor em Taiji, no Japão


Dos quase 100 animais incluindo baleias e golfinhos presos na enseada de Taiji por dois dias, quase metade foi abatida no último sábado. Foto: Sea Shepherd Conservation Society/Cove Guardians
Morreu mais uma baleia-piloto que foi capturada na semana passada com seu filhote, em Taiji, no Japão. Nos últimos dias, cerca de 100 mamíferos marinhos, incluindo baleias-piloto e golfinhos, foram capturados e presos na enseada de Taiji, e metade deles também já foi abatida. As informações são do Digital Journal.
Ativistas informaram que a baleia fêmea estivera doente por vários dias. A baleia e seu filhote foram separados do seu grupo, enquanto os outros membros do grupo foram abatidos para ter a sua carne destinada à alimentação humana.
Informantes locais em Taiji estavam monitorando o animal desde a sua captura. Voluntários dos Guardiões da Enseada – os “Cove Guardians” -, grupo formado pela ONG Sea Shepherd, descreveram como as baleias sofriam queimaduras solares e não eram alimentadas. “O filhote tirava a cabeça da água continuamente”, disseram eles, “enquanto a mãe nadava na superfície, em círculos, ao seu redor”, ilustrando o mal estar, o estresse e o desconforto dos animais após a captura. Eles sabem que vão morrer.
Na sexta-feira, a Sea Shepherd Conservation Society (SSCS) emitiu uma nota dizendo: “A baleia-piloto mãe morreu. Ao nascer do sol nós vimos seu corpo flutuando na água enquanto o seu filhote se debatia ao seu lado”. Pouco tempo depois, os Guardiões descreveram o momento em que os pescadores entraram e, enquanto o filhote olhava, embrulharam a baleia morta em uma lona e levaram o corpo para fora para ser despedaçado em um frigorífico e ser vendido para alimentação de humanos. A cena é muito triste.
Mas a morte da baleia mãe não foi o único incidente dos últimos dias no local. Nesse meio tempo, ao longo da enseada, o grupo de quase 100 animais, incluindo baleias-piloto e golfinhos-nariz-de-garrafa, passou mais um dia preso. Monitores dos Guardiões da Enseada, juntamente com a ONG Save Japan Dolphins (SJD), informaram em sua página do Facebook que esse parece ser o maior grupo de baleias-piloto capturado na região nessa época,  nos últimos três anos.
Para os animais capturados, o destino é ou o cativeiro ou a morte. Das 28 baleias-piloto de nadadeiras curtas capturadas na semana anterior, vinte e cinco foram abatidas.
Corpo da Baleia-piloto morta, coberto de lona e sendo levado para ser utilizado para alimentação humana. Notem o seu filhote, no canto, assistindo à cena. Foto: Sea Shepherd/Cove Guardians
A Sea Shepherd tem atualmente cinco voluntários do Guardiões em Taiji que estão pedindo ao público que proteste e ajude a salvar esses animais. “Eu encorajo a todos que estiverem interessados ​​em nossa campanha para que se envolvam, há muitas maneiras de ajudar”, diz Melissa Sehgal, líder de campanha dos Guardiães da Enseada.
Becca Jurczak, monitora do Guardiões, informou que a cidade de Taiji está fechando ainda mais os acessos dos monitores às informações sobre a captura e a matança, neste ano.
O ativista Martyn Stewart reforça que a pressão popular é fundamental para que a crueldade deixe de ser praticada contra os mamíferos marinhos em Taiji. Ele, que tem estado presente no local testemunhando a barbárie, disse: “A cena é de uma centena de baleias amontoadas na enseada, confusas, assustadas e com fome, esperando a morte”. Ele passou os últimos dias pedindo que pessoas do mundo todo enviassem cartas e e-mails às embaixadas japonesas para pedir que as baleias fossem liberadas.
A Sea Shepherd informou que muitas baleias estavam lutando. “Mergulhadores entram na água e amarram cordas em torno de suas caudas e as arrastam para águas rasas”. Uma baleia desesperada, disse a Sea Shepherd, jogou-se sobre as rochas para escapar, e se feriu. Pescadores amarraram uma corda à sua cauda e a arrastaram para a parte rasa da enseada.
Martyn descreveu a cena como um “massacre”. Há “baleias-piloto separadas, apreensivas, à espera de serem abatidas cruelmente”, disse ele. “Motores estão prestes a serem lançados em seus corpos, como serras circulares!”, complementou.
Por volta das 4:39 da madrugada do sábado, dia 15, os Guardiões da Enseada anunciaram que a surra e os gritos de baleias haviam cessado. Aproximadamente metade das baleias, entre os 100 animais, havia sido abatida. Devido ao mau tempo, as baleias-piloto restantes, juntamente com 5 a 6 golfinhos, foram deixados para mais uma noite na enseada.
De acordo com a Sea Shepherd, as baleias foram forçadas a nadar nas águas sangrentas que testemunhavam o assassinato de seus companheiros. Eles estão “vivos por enquanto”, disse a SSCS, na matéria publicada no sábado, dia 15 de setembro.
Protestos e formas de ajudar
Recentemente, foram feitos protestos no Brasil organizados por ONGs como VEDDAS, AILA e Veterinários na Estrada, conforme noticiado na ANDA no dia 01 de setembro.
O massacre continua. Há muitas formas de ajudar. Seguem abaixo algumas delas:
1) Para colaborar com a Operação Paciência Infinita 2012-2013 dos Guardiões da Enseada da Sea Shepherd:
2) Assine a petição da Change.org contra o massacre em Taiji:
3) Petição da campanha Save Misty the Dolphin:
4) Para colaborar ou ser voluntário da ONG Save Japan Dolphins:
5) Para obter endereços e e-mails das embaixadas japonesas por todo o mundo, e enviar manifestações contrárias à matança:

MADRID- ESPANHA


Madrid (português europeu) ou Madri (português brasileiro) (em espanholMadrid: 'mɑˈðrið') é a capital e a maior cidade daEspanha, tal como o município de Madrid e a Comunidade autónoma de Madrid. A cidade foi edificada junto às margens dorio Manzanares, no centro do país. Devido à sua localização geográfica e histórica, é juntamente com Lisboa um dos centros económicos e políticos da Península Ibérica.
No seguimento da restauração da democracia, em 1976, e a adesão à CEE, em 1986, a cidade de Madrid tem vindo a desempenhar um papel importante na economia europeia, tornando-se num dos principais focos financeiros do Sul da Europa. O gentílico da cidade de Madrid é madrileno (madrileño). A sua atual alcaide é Ana Botella do Partido Popular, de centro-direita.




Vista panorâmica de Madrid atualmente.

HISTORIA DE MADRID


Apesar do local onde actualmente está situada a cidade ter tido ocupação humana desde a pré-história,[1] e de no tempo do Império romano ter pertencido à diocese de Complutum (actualmente Alcalá de Henares), as primeiras referências históricas relevantes aparecem apenas no século IX. Durante o reinado deMuhammad I, foi mandado construir um pequeno palácio na localidade; hoje em dia, no sitio onde antes se erguia esse edifício, está o Palácio Real de Madrid. Em torno desse palácio desenvolveu-se uma povoação de poucos habitantes chamada al-Mudaina. Perto do palácio, corria o rio Manzanares ao qual os muçulmanos chamaram al-Majrīṭ (árabe: المجريط, "fonte de água").
O nome evoluiu para Majerit, e mais tarde transformou-se em Madrid. A povoação foi conquistada em 1085 pelo rei Afonso VI de Castela, na investida militar que visava chegar à cidade de Toledo. A mesquita foi adaptada, e passou a ser uma igreja dedicada à Nossa Senhora de Almudena (almudin, o celeiro). Em 1329, as Cortes Generales instalaram-se na cidade aquando da estada de Afonso XI de Castela. Sefarditas e mouros puderam permanecer na cidade, tendo sido expulsos mais tarde no século XV.[2]
Após um grande incêndio que destruiu parcialmente a cidade, o rei Henrique III de Castela (1379–1406) ordenou a reconstrução da mesma; o monarca ficou instalado num palácio no exterior da cidade, El Pardo. O reino de Castela, cuja capital era Toledo, e o de Aragão, com a capital em Saragoça, uniram-se formando a Espanha devido aos Reis Católicos (Isabel de Castela e Fernando II de Aragão).[2] Em 1561, o rei Filipe II (1527–1598) mudou a corte de Sevilha para Madrid, tornando a cidade na capital de Espanha, apesar de não ter havido uma cerimónia que assinalasse esse facto. Sevilha continuava a controlar todo o comércio das colónias espanholas, mas Madrid controlava Sevilha.[3] Salvo um período, entre 1601-1606, em que o rei Filipe III transferiu a capitalidade para Valladolid, Madrid foi até hoje a capital de Espanha. Durante o Siglo de Oro (Século de Ouro), fim do século XVI e o princípio do século XVII, Madrid era uma capital diferente das grandes capitais europeias, tanto em termos de população, que era bastante pequena para a importância da cidade, como também em termos económicos; a economia madrilena dependia principalmente das Cortes, não existindo outras actividades económica relevantes.[3]
No final do século XIX, a rainha Isabel II não conseguiu suster a tensão política o que culminou na Primeira República Espanhola. A república durou apenas dois anos, voltando-se novamente à monarquia. Mas a situação política não era estável e, em 1931, iniciou-se a Segunda República Espanhola; a esta seguiu-se a Guerra Civil Espanhola.[3] Madrid sofreu muito com a guerra; as ruas da cidade eram autênticos campos de batalha devido ao facto de ser um dos principais núcleos republicanos em Espanha. Durante esta guerra, foi alvo dos primeiros bombardeamentos aéreos contra civis da história da Humanidade. Mais tarde, já durante a ditadura de Francisco Franco, principalmente nos anos 1960, o sul de Madrid tornou-se numa área muito industrializada e assistiu-se a um êxodo rural a grande escala que fez disparar a população da cidade.

AZCA o principal centro financeiro da cidade. Neve em Madrid não é comum, mas pode ocorrer em alguns invernos.
Após o falecimento de Franco, os novos partidos políticos (incluindo os militantes de esquerda e os republicanos) aceitaram o desejo de Franco de ser sucedido pelo legítimo herdeiro ao trono de Espanha, Juan Carlos I, para que a estabilidade e democracia tivessem continuidade. Desta forma culminou-se na actual situação política espanhola, uma monarquia constitucional, cuja capital é Madrid.[3] A prosperidade dos anos 1980 fez com que a cidade consolidasse a sua posição no que diz respeito à economia, indústria, cultura, educação e tecnologia na Península Ibérica.[3]
A 11 de Março de 2004 a cidade sofreu uma série de atentados com mochilas bomba em quatro comboios da rede Cercanías Madrid. Os atentados, os maiores sofridos em Espanha e na União Europeia, levaram a vida a 191 pessoas e deixou mais de 1900 feridas.[4]Três anos após esse triste episódio os reis de Espanha inauguram na praça Carlos V um monumento comemorativo dedicado às vítimas do atentado. Em 2006, Madrid foi palco de mais um atentado terrorista, desta vez no Aeroporto Madrid-Barajas; foi da autoria da ETA. Tirou a vida a duas pessoas e feriu outras 19.[5]
Madrid apresentou uma candidatura para realizar os Jogos Olímpicos de Verão de 2012, tendo no entanto perdido para a cidade deLondres. Contudo, o alcaide não cedeu e fez já com que fosse apresentada uma candidatura para os Jogos Olímpicos de Verão de 2016.[6]

O Edifício Mirador é um dos novos ícones arquitectônicos da cidade.

[editar]Geografia


Norte de Madrid visto a partir deTorrelodones.
A cidade de Madrid encontra-se na zona central da Península Ibérica, a poucos quilómetros a norte do Cerro de los Ángeles, centro geográfico desta. As coordenadas da cidade são 40°26′ N 3°41′ O, e a sua altura média acima do nível do mar é de 667 m; situa-se a poucos quilómetros da serra de Guadarrama e, hidrograficamente, encontra-se na bacia do rio Tejo.

[editar]Hidrografia

curso de água principal de Madrid é o Manzanares, que entra no município através do Monte del Pardo alimentando a barragem com o mesmo nome. Nele confluem também águas de algumas ribeiras como por exemplo a de Manina e a de Tejada. Passado o percurso campestre do rio, este entra na cidade pela zona da ciudad universitaria, entrando depois nos terrenos da Casa de Campo, onde recebe as águas da ribeira de Meaques. O percurso do rio serve de fronteiras a muitos dos distritos da cidade. Entre os distritos de Arganzuela e Puente de Vallecas, recebe o caudal da ribeira deAbroñigal; também recebe as águas da ribeira de Butarque, no distrito de Villaverde. À saída da cidade, o rio entra no extremo oriental do município de Getafe, onde recebe as águas da ribeira de Culebro; pouco depois o rio deságua no rio Jarama.

[editar]Clima

clima de Madrid pode ser definido como mediterrânico continentalizado com um regime de chuvas estepário. Os invernos são frios com geadas frequentes e neve rara. Os verões são cálidos e secos com temperaturas máximas que muitas vezes superam os 35 °C. As precipitações são escassas, mas bem distribuídas em todo o ano. A temperatura média máxima anual é de 19,5 °C e a mínima anual de 9,5 °C. Janeiro é o mês mais frio com temperaturas que oscilam entre 2-9 °C e Julho o mais quente (18-32 °C). A quantidade média de chuva recolhida num ano é de 435 mm.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

CICLONE TROPICAL

CICLONE TROPICAL

Ciclone tropical é uma grande perturbação na atmosfera terrestre. É um sistema formado por grandes tempestades e é caracterizada por ser uma região onde a pressão atmosférica é significativamente menor e a temperatura é ligeiramente maior do que suas vizinhanças. É uma área de baixa pressão atmosférica com uma circulação fechada de ventos e diferencia-se dosciclones extratropicais por ter um núcleo quente e um centro bastante definido em sistemas mais intensos, conhecido como olho. A grande diferença de pressão atmosférica entre o centro do ciclone e suas vizinhanças, conhecida como força de gradiente de pressão, gera intensos ventos que podem ultrapassar 300 km/h em grandes ciclones. Seu giro característico, no sentido anti-horário no hemisfério norte e horário no hemisfério sul, é inicialmente causado pela força de Coriolis e postergada pela energia liberada pela condensação da umidade atmosférica. Trovoadas e chuvas torrenciais estão frequentemente associados a ciclones tropicais. Formam-se costumeiramente nas regiões trópicas, aos arredores da Linha do Equador, onde constitui uma parte do sistema de circulação atmosférica ao mover calor da região equatorial para as latitudes mais altas. O ciclone tropical é movido pelaenergia térmica liberada quando ar úmido sobe para camadas mais altas da atmosfera e o vapor de água associado se condensa.
Ciclone tropical é um termo geral para esse fenômeno meteorológico, mas dependendo de sua localização geográfica e de sua intensidade, os ciclones tropicais podem ganhar várias outras denominações, tais como furacãotufãotempestade tropical,tempestade ciclônicadepressão tropical ou simplesmente ciclone.
Produzem ventos e chuvas como qualquer outra região onde há significativas taxas de variação da pressão atmosférica. Entretanto, as taxas de variação da pressão atmosférica em ciclones tropicais são em geral muito acentuadas, e associadas à presença de calor e umidade em abundância sobre os oceanos quentes, as chuvas e ventos podem ser particularmente intensos. Os ciclones tropicais também são capazes de gerar ondas fortíssimas e a maré de tempestade, uma elevação do nível do mar também causado pelos ventos intensos quando o sistema se aproxima de uma região costeira. Estes fatores secundários podem ser tão devastadores quanto os ventos e as chuvas fortes. Os ciclones tropicais formam-se a partir de perturbações atmosféricas sobre grandes massas de água quente, onde há alta concentração de calor e umidade que funcionam como seu combustível. No entanto, perdem sua intensidade assim que alcançam regiões costeiras e o continente, pois o calor e a umidade já não estão mais disponíveis. Esta é a razão de as regiões costeiras serem geralmente as áreas mais afetadas pela passagem de um ciclone tropical; regiões afastadas da costa são geralmente poupadas dos ventos mais fortes. Entretanto, as chuvas torrenciais podem causar enchentes severas e as marés de tempestade podem causar imensas inundações costeiras; em algumas ocasiões a água do mar pode chegar a mais de 40 quilômetros da costa. Seus efeitos podem ser devastadores para a população humana, embora possam amenizar estiagens.
Muitos ciclones tropicais formam-se quando as condições atmosféricas em torno de uma perturbação fraca na atmosfera são favoráveis. Esta é a maneira mais comum para a formação de um sistema, mas existem outros meios menos comuns para a formação de um ciclone tropical: um ciclone extratropical pode estar sobre águas suficientemente quentes e imerso em uma região com alta disponibilidade de calor e umidade, tendo todas as condições para se transformar em um ciclone tropical. Este foi o caso do furacão Catarina em 2004, que atingiu a costa da região sul do Brasil como um ciclone tropical com ventos de até 185 km/h.
Os ciclones tropicais são os causadores de alguns dos piores desastres naturais do mundo. Em 2008, o ciclone Nargis causou mais de 150 000 fatalidades em Mianmar. Ociclone de Bhola de 1970 causou mais de 300 000 mortes em Bangladesh. Algumas regiões do mundo estão mais propensas a serem atingidas por ciclones tropicais do que outras: o leste da China costuma ser atingida por dez ciclones por ano, enquanto que nas Filipinas este número pode chegar a vinte. JapãoAustráliaMadagascar, os países doCaribeMéxico e os Estados Unidos também são atingidos por ciclones todo ano, mas em geral esses países estão mais preparados para a eventual chegada de um ciclone tropical: os Estados Unidos, por exemplo, têm uma agência especial para a previsão e monitoramento de ciclones, o Centro Nacional de Furacões. Entretanto, outros países são menos propensos ou nunca recebem em suas costas um ciclone tropical. Os países banhados pelo Mar Arábico e o Golfo de Bengala podem ser afetados por ciclones tropicais de grande intensidade uma vez em cinco anos, enquanto que o Atlântico Sul, onde as águas são demasiadamente frias para suportar ciclones tropicais, a geração desses sistemas têm ficado mais comum.