Santiago é a capital e a maior cidade do Chile. Está localizada na Região Metropolitana de Santiago, no vale central chileno, ao lado da Cordilheira dos Andes. Wikipedia
Santiago do Chile inspira olhares panorâmicos, ao longo das praças e avenidas amplas do centro até o horizonte que alcança a vizinha e imponente Cordilheira dos Andes. De lá é difícil ir embora sem um coração apertado de quero ver mais. Não é uma cidade que promete paixão e loucuras, que estimula altas expectativas de destinos como Buenos Aires e Paris. Ela te cativa com a beleza das paisagens, a riqueza cultural, o povo simpático que ama brasileiros.
Nas calçadas, cachorros de rua (de raça!) nos acompanham nas caminhadas. Para longas distâncias, o metrô é uma ótima escolha. Limpo e organizado, é uma mão na roda para se locomover pela cidade sem estresse e sem gastar muito. O preço das passagens varia de acordo com o horário, então é bom prever que tipo de bilhete você vai precisar na volta.
48 horas em Santiago do Chile é pouco: a cidade merece pelo menos uma semana para ser conhecida e para desvendar seus arredores. Valparaíso, Viña Del Mar e Isla Negra são escolhas acertadas. A primeira e a última têm as outras duas casas do poeta chileno Pablo Neruda (a terceira está na capital, com mais detalhes a seguir). Outro passeio de um dia para quem tiver mais tempo (no inverno) são as estações de esqui Farellones, El Colorado, La Parva, Portillo e Valle Nevado. No verão, aproveite para conhecer a vinícola Concha y Toro.
Mas, se dois dias são tudo o que você tem, aqui vão as dicas para aproveitar cada segundo e sair com a sensação de dever cumprido, sem arrependimentos:
Dia 1
O dia começa de uma forma inusitada. Seria cedo demais para sugerir um café da manhã... com pernas? Cafés con piernas são estabelecimentos onde se toma café em pé, no balcão, na presença de garçonetes trajadas com microvestidos e microssaias, em um tablado mais alto. Assim, as pernas ficam mais visíveis aos fregueses, que gostam de ficar de papo-furado com as meninas. Café Caribe (Paseo Ahumada, 120, 56/2/695-7081; 7h/23h) e Café Haiti (Paseo Ahumada, 140, 56/2/698-1284; 7h/22h30) ficam no mesmo quarteirão, mas bem próximo a eles está o ousado Macumba Café (Galeria Edwards, Huérfanos com Ahumada), onde os expressos são servidos por mulheres de biquínis ou de lingeries.
Nada por acaso, os cafés ficam próximos a Plaza das Armas, marco zero da cidade e (quase) do tour. Cercada de casarões coloniais, ganhou o nome ameaçador para inibir o ataque de índios, que arrasaram a vila de Santiago del Nuevo Extremo seis meses após sua fundação, em fevereiro de 1541. Sinta a atmosfera da praça de palmeiras centenárias, pintores, dançarinos de rua e velhinhos jogando xadrez e contemple o belo prédio do Correo Central, de 1882. Entre na Catedral Metropolitana, cuja fachada neoclássica data de 1789 (e a construção já é a quinta feita no mesmo local), e, depois, conheça a história chilena em 20 minutos no pequeno Museo Histórico Nacional, em um prédio de 1808.
Na rua Bandera, o Museu de Arte Precolombino(fechado até o segundo semestre de 2013) guarda múmias chinchorro, povo de pescadores que viveu há mais de 7 mil anos no norte do Chile e sul do Peru. Trata-se da forma mais antiga de preservação de cadáveres humanos conhecida. A coleção também tem esculturas maias, tecidos andinos, chapéus, vasos e outras peças de arte pré-hispânica de todo o continente americano, inclusive de astecas e incas. Vale a pena conhecer.
No mesmo quarteirão, passe no El Rápido para forrar o estômago e aproveitar o resto do passeio sem ficar pensando no almoço. Engane a fome com uma empanada de pino con pebre, popular vinagrete de coentro.
A quatro quadras está o Palacio de La Moneda, uma das poucas sedes de governo no mundo abertas para visita. Foi neste prédio onde morreu o presidente socialista Salvador Allende, em setembro de 1973, deposto por um golpe militar liderado pelo general Augusto Pinochet. Nos dois pátios internos dá para ver canhões, fontes e dezenas de laranjeiras, mas antes é preciso passar por uma revista dos guardas. Se quiser ver a troca de guarda, que acontece sempre às 10h em dias alternados, passe lá antes de ir ao Museu Precolombino.
Não deixe de ir ao Centro Cultural Palacio de La Moneda (Plaza de la Ciudadanía, 26, metrô La Moneda, 56/2/355-6502, 2ª/dom 9h/21h); você já está lá mesmo! Ele fica no subsolo do palácio e abriga mostras de arte e cinema interessantes, que podem ser vistas antes do almoço.
Ok, hora de comer. Pegue o metrô Universidad de Chile (antes veja a fachada da universidade em estilo neoclássico francês, de 1872) e vá para a estação Universidad Católica. Na próxima quadra, sentido contrário à Av. Bernardo O’Higgins, sente-se e descanse os pés no restaurante Gatopardo. O concorrido menu de almoço tem bom preço fixo e te dá direito a pisco sour aperitivo, mesa de saladas, prato principal, vinho ou suco, sobremesa e café. Ou seja, é uma bênção após a atribulada manhã.
Vá com calma ao Museo de Bellas Artes, um dos edifícios mais bonitos de Santiago, de estilo neoclássico com detalhes em art noveau. Se você estiver cansado demais para ver as 5.600 pinturas e esculturas de artistas europeus e chilenos, entre pelo visual interno do prédio e aproveite o café do museu para descansar.
Agora se prepare psicologicamente para reunir força nas pernas. O Cerro Santa Lucía requer esforço para se chegar ao topo, mas a vista panorâmica com a Cordilheira dos Andes ao fundo vale cada pernada. E a subida de 20 minutos é agradável aos olhos: é permeada de murais, estátuas e até de uma fonte inspirada na romanaFontana di Trevi. Além da vista geral da cidade, uma vez na pequena praça do cume, é possível ver Santiago de perto com a ajuda dos binóculos fixos do mirante (basta inserir uma moneda).
Para acompanhar a gostosa sensação pós-caminhada, que tal uma cerveja? O pub Berri, de teto baixo e clima intimista, é frequentado por estudantes da Universidad Católica, que vão lá para beber, conversar e escutar black music.
O fofíssimo bistrô Les Assassins é a indicação para o jantar. É romântico para os casais e cool para amigos, com luz baixa, teto xadrez preto e vermelho e painel rabiscado atrás do bar. Além do cardápio francês, tem boas receitas de mariscos chilenos, e os garçons são educados e atenciosos.
Se ainda tiver energia, vá a uma salsoteca! No bairro Providencia, o Maestra Vida (56/2/777-5325) é uma casa de salsa pequena, cheia de jovens. Caso prefira público mais sossegado, a pedida é o cubano Ilé Habana (56/2/231-5711), do outro lado do Rio Mapocho.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirSantiago do Chile inspira olhares panorâmicos, ao longo das praças e avenidas amplas do centro até o horizonte que alcança a vizinha e imponente Cordilheira dos Andes. De lá é difícil ir embora sem um coração apertado de quero ver mais. Não é uma cidade que promete paixão e loucuras, que estimula altas expectativas de destinos como Buenos Aires e Paris. Ela te cativa com a beleza das paisagens, a riqueza cultural, o povo simpático que ama brasileiros.
ResponderExcluirNas calçadas, cachorros de rua (de raça!) nos acompanham nas caminhadas. Para longas distâncias, o metrô é uma ótima escolha. Limpo e organizado, é uma mão na roda para se locomover pela cidade sem estresse e sem gastar muito. O preço das passagens varia de acordo com o horário, então é bom prever que tipo de bilhete você vai precisar na volta.
48 horas em Santiago do Chile é pouco: a cidade merece pelo menos uma semana para ser conhecida e para desvendar seus arredores. Valparaíso, Viña Del Mar e Isla Negra são escolhas acertadas. A primeira e a última têm as outras duas casas do poeta chileno Pablo Neruda (a terceira está na capital, com mais detalhes a seguir). Outro passeio de um dia para quem tiver mais tempo (no inverno) são as estações de esqui Farellones, El Colorado, La Parva, Portillo e Valle Nevado. No verão, aproveite para conhecer a vinícola Concha y Toro.
Mas, se dois dias são tudo o que você tem, aqui vão as dicas para aproveitar cada segundo e sair com a sensação de dever cumprido, sem arrependimentos:
Dia 1
O dia começa de uma forma inusitada. Seria cedo demais para sugerir um café da manhã... com pernas? Cafés con piernas são estabelecimentos onde se toma café em pé, no balcão, na presença de garçonetes trajadas com microvestidos e microssaias, em um tablado mais alto. Assim, as pernas ficam mais visíveis aos fregueses, que gostam de ficar de papo-furado com as meninas. Café Caribe (Paseo Ahumada, 120, 56/2/695-7081; 7h/23h) e Café Haiti (Paseo Ahumada, 140, 56/2/698-1284; 7h/22h30) ficam no mesmo quarteirão, mas bem próximo a eles está o ousado Macumba Café (Galeria Edwards, Huérfanos com Ahumada), onde os expressos são servidos por mulheres de biquínis ou de lingeries.
Nada por acaso, os cafés ficam próximos a Plaza das Armas, marco zero da cidade e (quase) do tour. Cercada de casarões coloniais, ganhou o nome ameaçador para inibir o ataque de índios, que arrasaram a vila de Santiago del Nuevo Extremo seis meses após sua fundação, em fevereiro de 1541. Sinta a atmosfera da praça de palmeiras centenárias, pintores, dançarinos de rua e velhinhos jogando xadrez e contemple o belo prédio do Correo Central, de 1882. Entre na Catedral Metropolitana, cuja fachada neoclássica data de 1789 (e a construção já é a quinta feita no mesmo local), e, depois, conheça a história chilena em 20 minutos no pequeno Museo Histórico Nacional, em um prédio de 1808.
Na rua Bandera, o Museu de Arte Precolombino(fechado até o segundo semestre de 2013) guarda múmias chinchorro, povo de pescadores que viveu há mais de 7 mil anos no norte do Chile e sul do Peru. Trata-se da forma mais antiga de preservação de cadáveres humanos conhecida. A coleção também tem esculturas maias, tecidos andinos, chapéus, vasos e outras peças de arte pré-hispânica de todo o continente americano, inclusive de astecas e incas. Vale a pena conhecer.
No mesmo quarteirão, passe no El Rápido para forrar o estômago e aproveitar o resto do passeio sem ficar pensando no almoço. Engane a fome com uma empanada de pino con pebre, popular vinagrete de coentro.
A quatro quadras está o Palacio de La Moneda, uma das poucas sedes de governo no mundo abertas para visita. Foi neste prédio onde morreu o presidente socialista Salvador Allende, em setembro de 1973, deposto por um golpe militar liderado pelo general Augusto Pinochet. Nos dois pátios internos dá para ver canhões, fontes e dezenas de laranjeiras, mas antes é preciso passar por uma revista dos guardas. Se quiser ver a troca de guarda, que acontece sempre às 10h em dias alternados, passe lá antes de ir ao Museu Precolombino.
ResponderExcluirNão deixe de ir ao Centro Cultural Palacio de La Moneda (Plaza de la Ciudadanía, 26, metrô La Moneda, 56/2/355-6502, 2ª/dom 9h/21h); você já está lá mesmo! Ele fica no subsolo do palácio e abriga mostras de arte e cinema interessantes, que podem ser vistas antes do almoço.
Ok, hora de comer. Pegue o metrô Universidad de Chile (antes veja a fachada da universidade em estilo neoclássico francês, de 1872) e vá para a estação Universidad Católica. Na próxima quadra, sentido contrário à Av. Bernardo O’Higgins, sente-se e descanse os pés no restaurante Gatopardo. O concorrido menu de almoço tem bom preço fixo e te dá direito a pisco sour aperitivo, mesa de saladas, prato principal, vinho ou suco, sobremesa e café. Ou seja, é uma bênção após a atribulada manhã.
Vá com calma ao Museo de Bellas Artes, um dos edifícios mais bonitos de Santiago, de estilo neoclássico com detalhes em art noveau. Se você estiver cansado demais para ver as 5.600 pinturas e esculturas de artistas europeus e chilenos, entre pelo visual interno do prédio e aproveite o café do museu para descansar.
Agora se prepare psicologicamente para reunir força nas pernas. O Cerro Santa Lucía requer esforço para se chegar ao topo, mas a vista panorâmica com a Cordilheira dos Andes ao fundo vale cada pernada. E a subida de 20 minutos é agradável aos olhos: é permeada de murais, estátuas e até de uma fonte inspirada na romanaFontana di Trevi. Além da vista geral da cidade, uma vez na pequena praça do cume, é possível ver Santiago de perto com a ajuda dos binóculos fixos do mirante (basta inserir uma moneda).
Para acompanhar a gostosa sensação pós-caminhada, que tal uma cerveja? O pub Berri, de teto baixo e clima intimista, é frequentado por estudantes da Universidad Católica, que vão lá para beber, conversar e escutar black music.
O fofíssimo bistrô Les Assassins é a indicação para o jantar. É romântico para os casais e cool para amigos, com luz baixa, teto xadrez preto e vermelho e painel rabiscado atrás do bar. Além do cardápio francês, tem boas receitas de mariscos chilenos, e os garçons são educados e atenciosos.
Se ainda tiver energia, vá a uma salsoteca! No bairro Providencia, o Maestra Vida (56/2/777-5325) é uma casa de salsa pequena, cheia de jovens. Caso prefira público mais sossegado, a pedida é o cubano Ilé Habana (56/2/231-5711), do outro lado do Rio Mapocho.