sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

FURACÃO- Mas como os furacões se formam?

FURACÃO




fenómeno natural é um acontecimento não artificial, ou seja, que ocorre sem a intervenção humana. Note-se que até as acções humanas (um automóvel em andamento, por exemplo) continuam sempre sujeitas às leis naturais, contudo, não são consideradas, neste sentido, fenómenos naturais, já que dependem do arbítrio ou vontade humana. Os fenómenos naturais podem, isso sim (ou não), influenciar a vida humana que a eles está sujeita, como a epidemias, às condições meteorológicas, desastres naturais, etc. Repare-se que, na linguagem vulgar, fenómeno natural aparece quase sempre como sinónimo de evento incomum, espantoso ou desastroso sob a perspectiva humana. Contudo, a formação de uma gota de chuva é um fenómeno natural da mesma forma que um furacão.
Na linguagem vulgar, contudo, dado o sentido comum do termo "fenómeno", esta expressão refere-se, em geral, aos fenómenos naturais perigosos também designados como "desastres naturais". A chuva, por exemplo, não é, em si, um "desastre", mas poderá sê-lo, na perspectiva humana, caso algumas condições se conjuguem. Deficiente manutenção dos equipamentos de drenagem da água, mau planeamento urbanístico, com a construção de estruturas em locais vulneráveis a cheias[1] ou outros podem ocasionar efeitos desastrosos para o ser humano.
s furacões são as tempestades mais fortes e violentas da Terra. Se por um lado eles são fenômenos naturais curiosos e — diriam alguns — bonitos, eles também causam grande destruição e até mesmo mortes por onde passam. Recentemente, o furacão Sandy chegou à costa leste dos Estados Unidos e deixou milhares de pessoas desabrigadas e sem energia elétrica e até mesmo inundou os túneis do metrô de Nova York.

Mas como os furacões se formam?

Os furacões se formam de maneira semelhante às chuvas, ou seja, com a evaporação de uma massa de água aquecida pelo sol. Entretanto, eles diferem no tamanho e na região em que acontecem: o ar quente que forma os furacões vem dos oceanos próximos à Linha do Equador, famosos por suas águas quentes (acima de 27 ºC) e ventos tranquilos.
Assim, o ar aquecido sobe do oceano para o céu, deixando a região próxima à superfície do mar com menos pressão. Isso faz com que o ar frio ao redor daquela área, que possui uma pressão maior, invada o espaço recém-desocupado. Com isso, o ar frio também acaba se aquecendo e, consequentemente, subindo aos céus em movimentos circulares.
À medida que o ar quente sobe, o ar ao seu redor continua ocupando o espaço de baixa pressão. No céu, o ar quente esfria e, junto com a água que ele contém, transforma-se em nuvem. Assim, um sistema completo de nuvens e ar em movimento acaba se formando, sempre alimentado pelo calor do oceano e pela água que evapora da superfície.

Na terra, o furacão perde forças

Quando essa tempestade começa a girar cada vez mais rapidamente, acaba sendo criado o que ficou conhecido por “olho do furacão”, uma espécie de espaço bastante calmo localizado bem no meio da tempestade. Essa região possui pressão atmosférica baixa e, portanto, o ar com pressão maior tende a subir e a descer por esse "canal".
Quando os ventos formados no sistema descrito acima atingem a velocidade de 62 km/h, o fenômeno natural é considerado uma tempestade tropical. Porém, se a força da tempestade aumenta e os ventos atingem 120 km/h, a tempestade se transforma em um ciclone tropical.
Seja qual for o caso, o fenômeno tende a perder forças assim que atinge o solo terrestre, já que não possui mais uma grande massa de água quente alimentando-o.

Furacão, tufão, ciclone ou tornado?

Há uma razão muito simples para confundir furacões com tufões ou ciclones: no fundo, são todos o mesmo fenômeno natural, porém o nome muda de acordo com o local onde ele se forma.
Se as tempestades ocorrem no oceano Atlântico ou no nordeste do Pacífico, elas recebem o nome de furacão. Caso o mesmo fenômeno seja constatado no noroeste do Pacífico, ele passa a ser considerado um tufão. Se ocorrer no Pacífico Sul ou no Oceano Índico, é chamado de ciclone.
Mapa mostra onde se formam ciclones, furacões (hurricanes) e tufões (typhoons) (Fonte da imagem: NASA)
Já os tornados diferem de todos os outros por se formarem no continente, ou seja, em terra firme, e costumam ser menores que os furacões. Enquanto Sandy tinha 1,5 mil km de diâmetro, os tornados costumam ter de 500 a 600 metros, porém podem ser bem mais destrutivos do que os equivalentes formados em alto-mar.



Um comentário:

  1. O vapor dos oceanos é o principal "alimento" desses verdadeiros gigantes. Com ventos de até 200 km/h, a destruição é certa quando os furacões chegam à terra firme.

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