terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

MADRID- ESPANHA


Madrid (português europeu) ou Madri (português brasileiro) (em espanholMadrid: 'mɑˈðrið') é a capital e a maior cidade daEspanha, tal como o município de Madrid e a Comunidade autónoma de Madrid. A cidade foi edificada junto às margens dorio Manzanares, no centro do país. Devido à sua localização geográfica e histórica, é juntamente com Lisboa um dos centros económicos e políticos da Península Ibérica.
No seguimento da restauração da democracia, em 1976, e a adesão à CEE, em 1986, a cidade de Madrid tem vindo a desempenhar um papel importante na economia europeia, tornando-se num dos principais focos financeiros do Sul da Europa. O gentílico da cidade de Madrid é madrileno (madrileño). A sua atual alcaide é Ana Botella do Partido Popular, de centro-direita.




Vista panorâmica de Madrid atualmente.

Um comentário:

  1. O muçulmano Madrid

    O certo é que se torna complicado falar da cidade antes da chegada dos muçulmanos. Foi perto do ano 865, quando Muhammad I, filho de Abderramán II, mandou fortificar a aldeia de Magerit. Então, já se pode falar da vila propriamente dita. Uma vila que teve de mudar o seu nome, o de Madrid, anterior aos muçulmanos e que fazia referência às águas do local e a corrente que corria pela calle de Segovia, pelo de Magerit.

    Mais de duzentos anos tiveram de passar para que, em 1083, o rei de Castela Alfonso VI, “O Corajoso”, conseguisse reconquistar a aldeia, servindo-se da travessura e habilidade de um rapaz que conseguiu escalar uma das muralhas que protegiam a cidade. Gato era a alcunha deste jovem e isso explica o facto de os madrilenos serem conhecidos por essa designação.

    A partir desse momento e durante muitos anos, na vila conviveram mouros, judeus e cristãos, menquanto a cidade se ia desenvolvendo e a fusão dos nomes árabe e romano deu como resultado a primazia do topónimo latino: Madrid.

    XIII ao século XIX

    Os reis das diferentes dinastias que foram ocupando o trono de Espanha, começaram a sentir-se atraídos por Madrid, de tal forma que a vila foi-se reclamando como futura sede da Corte. Desta forma, a cidade iniciou o seu crescimento.

    Em 1477, os Reis Católicos deixaram importantes obras em Madrid como a capela do Bispo na Igreja de San Andrés, a Casa dos Lujanes ou de Cisneros. Paralelamente, com eles, a cidade registou um grande crescimento até atingir, no final do séc. XV, os 3 400 habitantes.

    Carlos I escolheu também Madrid como destino para desfrutar de curtas estadias e já, em 1561, Felipe II, enamorado dos seus extensos bosques e da sua água abundante, fixou a sua residência na cidade. Nesta altura, Madrid tinha já 40 mil habitantes.

    En 1606, Madrid converteu-se na sede definitiva da Corte, sob o reinado de Filipe III, aumentando ainda mais o seu crescimento.

    O Despotismo Ilustrado do reinado de Carlos III (1759-1788) deu origem a melhorias como as canalizações, a pavimentação, iluminação das ruas e o arranque ou conclusão de obras como a Puerta de Alcalá (Porta de Alcalá), a recuperação do Paseo del Prado ou das fontes de Cibeles e Neptuno. Além disso, fixou o Palacio Real como residência definitiva dos monarcas.

    Foi exactamente neste séc. XVIII, sob a dinastia dos Bourbons, que surge a província de Madrid, respondendo ao influxo da cidade homónima.

    A chegada do séc. XIX, e com ele da Idade Contemporânea, foi sinónimo de sobressaltos para a província de Madrid, onde em 2 de Maio de 1808 se deu início a um levantamento contra as tropas de Napoleão que acabaria na Guerra de la Independência. As ruas da cidade foram testemunhas da resistência apresentada pelo povo contra os franceses e dos confrontos repletos de sangue. De facto, actualmente, muitos recantos escondem pedaços destes factos.

    Assim, tendo recuperado o trono Fernando VII e após anos de reinado, chegamos ao de Isabel II e à divisão territorial fundamental de 1833 tendo ficado definidos os actuais limites do território provincial madrileno.

    Séculos XX e XXI

    Durante o séc. XX, Madrid foi-se adaptando às transformações da História: duas Ditaduras, uma República, uma Guerra Civil, vários anos de Transição e a actual Democracia moldaram a urbe. Testemunha muda do passar dos anos e dos acontecimentos, que sofreu na primeira pessoa, a cidade, e com ela as suas gentes, souberam florescer com a chegada dos bons tempos.

    Deste modo, a capital chegou ao séc. XXI conservando o seu carácter aberto, a sua hospitalidade, a sua vida incombustível e essa mistura de culturas e tradições que inunda todas as suas ruas e que, a partir de agora, ficarão com a responsabilidade de continuar a fazer história.

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